B.B. King tem uma excelente música com o U2, When Love Comes To Town. Essa canção foi regravada por Herbie Hancock em um dos seus álbuns mais pop, Possibilities, de 2005. Deve ser fácil de baixar a música, tem uns 8 minutos que valem a pena. A guitarra é do precoce Jonny Lang, que andava meio perdido na carreira. E Lang divide os vocais com a famosinha e competente Joss Stone. Uma beleza de versão, que na minha opinião desbanca facilmente a original. Escrito por Snow às 21h14
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SANTANA QUER VIRAR PASTOR
Li a notícia e achei bem esquisita. O guitarrista Carlos Santana disse que quer encerrar a carreira daqui a 6 anos, quando estará com 67 anos. Quer ser pastor lá no Havaí. Pelo menos é um bom lugar pra ser pastor, ou qualquer outra coisa, ainda mais nessa idade. Tudo se resumirá em surf mesmo. Antes que ele tome esse novo rumo na vida, vem aí seu novo álbum chamado Multi-Dimensional Warrior. A data prevista para o lançamento é dia 14 agora. Escrito por Snow às 18h50
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SAMBLUES
Nesta quinta-feira, 09 de outubro, às 22h, Samblues volta ao Syndikat. Fernando Chuí no violão e Guappo na gaita tocam clássicos do samba brasiliero com pitadas apimentadas de Bossa Nova e Blues. Convidado de honra é o guitarrista de Blues Danny Vincent. Mais infos no reformulado e simpático site: http://www.syndikat.com.br/
Se você conhece a música Hellhound on my Trail, de Robert Johnson, continue lendo. Se não, baixe ou escute-a numa rádio e volte depois. Essa canção me dá medo. Medo de filme de terror que funciona, manja? Gosto muito da canção, mas a versão original, do Johnson, é a única que me causa essa sensação.
Já cheguei a ouvi-la bastante (antes de dormir), e alguns pesadelos eu tive. Noite mal dormida, acordar assustado, essas coisas. Caminhando certa noite, por volta das 23 e bastante da noite, percebo que a cidade de São Paulo está mais vazia. Lei-seca e um baita frio colaboram pra isso. Ruas bem desertas, e no meu caminho, algumas mal iluminadas. Faço esse mesmo caminho faz tempo.
Nessa caminhada solitária, me veio a canção na mente e comecei a cantarolar baixinho. Impressionante como o raio da música mexe com a cabeça. Parecia que a qualquer instante podia acontecer algo. O capeta te esperando na encruzilhada das ruas, ou os cachorros das trevas saírem de trás de uma árvore. Experimente um dia. Ops, noite.
Quando um dos melhores guitarristas de Jazz de todos os tempos toca temas de Blues tradicionais da música gospel/spirituals afro-americana, só pode sair coisa boa. Quando a banda de apoio é o batera Billy Higins e o baixista Butch Warren, a coisa melhora. E quando o piano é por conta de Herbie Hancock, nada pode dar errado.
Grant Green é um dos preferidos da casa aqui, e se você baixar esse disco vai entender o motivo. Além de ser um clássico do selo Blue Note, é Blues de cabo a rabo com as doses certeiras de Jazz que a banda coloca em suas versões. Nada chato ou "música-pra-músico", que acaba afastando alguns ouvintes destreinados do estilo.
O álbum original tem as 5 primeiras músicas (todas tradicionais de domínio público), e o CD foi lançado com um bônus, Deep River. Belos improvisos de Green e Hancock, além da perfeição na execução dos temas. Se você nunca entendeu o que é feeling musical, escute. Vai sacar sem precisar de explicações. Destaque para o piano de Hancock quando está fazendo a base e Green solando. Uma ignorância de genial. Dois dos maiores em seus instrumentos, no auge da forma. A data de lançamento é 1962, e continua bacana até hoje.
01. Just a closer walk with thee - 07:25
02. Joshua fit the battle of Jericho - 08:00
03. Nobody knows the trouble I´ve seen - 06:05
04. Go Down Moses - 07:05
05. Sometimes I feel like a motherless child - 09:00
Que Sonny Rollins é uma lenda viva do jazz e que ele vem tocar no TIM Festival todo mundo já deve saber. Aos 78 anos, tocou com todos. Então aqui vai uma curiosidade. Sonny tocou certa vez com John Coltrane. Rollins já tinha seu nome e Coltrane era uma grande promessa. Sonny ficou arrasado, se sentiu derrotado na jam. Ficou deprimido mesmo, tal a superioridade de Coltrane. Sumiu por 3 anos, treinando durante muitas horas, debaixo de ponte, escondido de todos. Treinamento terminado, encontrou Coltrane novamente e tocaram juntos, e dessa vez Sonny Rollins "venceu" na jam. Venceu quem assistiu isso, óbvio.
Geralmente falo dos finados bluesmen, mas o tecladista do Pink Floyd não pode passar em branco. De câncer, aos 65 anos, perdemos um dos músicos de uma das bandas mais criativas do Rock. Uma pena. Escrito por Snow às 23h41
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E MAIS B.B.
Será relançado o álbum B. B. King & His Orchestra Live, gravado em Cannes, 1983, gravado no encontro internacional de música conhecido como MIDEM. O relançamento é este ano, 21 de outubro, já já. King dividiu o palco com o pianista de jazz Dave Brubeck (pois é) e a direção da banda ficou a cargo de Calvin Owens.
Entre as músicas, os clássicos The Thrill is Gone, Why I Sing the Blues, Sweet Little Angel, Caldonia, Guess Who?, Paying the Cost to be the Boss e outras poucas e (muito) boas. B. B. no auge da forma. Não sei o motivo do relançamento, provavelmente alguma bobagem comercial ou de distribuição feita na época. No aguardo.
Amazing Grace é uma música Tradicional, não tem direitos autorais e burocracias, tipo uma Oh Suzanna. Basta pegar e gravar. Howard Levy, o gaitista mais técnico do mundo (sem exageros), toca essa canção em seus shows, apresentou-a aqui no Brasil inclusive. Levy é um gaitista de jazz, faz coisas absolutamente malucas e difíceis e conseguiu transformar a gaita diâtonica (aquela menor, que faltam várias notadas - a mais usada no Blues) num verdadeiro piano de boca, com todas as notas, através de bends, overbends, overdraws e outras técnicas.
Levy usa o tema e improvisa em uma gaita em Sol, tocando em Ré, segunda posição. É uma das únicas músicas que faz ao vivo que é um Blues de cabo a rabo. Nunca gravou a música, mas sempre toca essa sozinho em seus shows. A surpresa foi quando ouvi outro grande gaitista, Carlos del Junco, em seu novo CD Steady Movin´. Lá está Amazing Grace, nota por nota, na versão que Howard Levy faz ao vivo. Todo o solo, mesmo tom, tudo tudo igual.
Não tenho o encarte, pois peguei em mp3. Se não houver nenhuma menção ao trabalho de Levy, acho que Carlos del Junco deu uma boa derrapada na carreira perante seus pares profissionais, que o admiram bastante. Carlos del Junco é bom o suficiente pra reproduzir nota a nota a canção, nem precisaria gravá-la pra qualquer entendido saber disso. Espero que ele não tenha cometido a infantilidade de não citar Levy, pois sendo uma música tradicional (ou mesmo que não fosse) ele tinha toda liberdade pra criar a sua versão. Seria muito mais interessante para ele e para a música. Escrito por Snow às 11h02
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B.B. KING POR CALOTE
Leitor frequente do BluesBlog, amigo de longa data e companheiro de shows de Blues e de estrada, o bom e velho Calote gastou bem a tinta da caneta e mandou essa pra gente.
Além desse nome ridículo, o "festival" Bluezapalooza terá sua segunda edição. Organizado e criado pelos produtores Steve Simon e John Hahn junto com a Armed Forces Entertainment (pois é), o lance do festival é levar uma penca de bluesmen do segundo time para tocar no Iraque e Kuwait para os soldados americanos. Realmente uma pena ver o que alguns artistas acabam fazendo pra sobreviver. Embarcar nessa empreitada está abaixo da linha do ridículo. E os criadores e organizadores são pessoas que no mínimo não deveriam existir. Escrito por Snow às 10h36
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NOVO REI
Essa é a capa do disco que chegou agora nas lojas, não li críticas, não ouvi o som, mas estão falando no banner da internet que é uma pérola, segundo a Rolling Stone americana. A gravadora é a gigante Geffen. A capa é matadora, excelente foto.
Não consegui ver o show gratuito do Mark Hummel no Sesc Consolação. Começava as 19h30 e este que vos escreve, como paulistano e publicitário, se ferrou no trabalho e no trânsito. Escrito por Snow às 21h56
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STEVIE RAY VAUGHAN TOCANDO HENDRIX
Um dos melhores de todos os tempos, e sem dúvida a maior perda que o Blues moderno já teve. Confira aí porque o cara era brilhante.
Disco de 2002 do gênio da gaita Charlie Musselwhite, One Night in America tem um som que remete as viagens feitas de carro por longas distâncias, onde a poeira sobe e o horizonte é o destino. De verdade, um álbum inteiro bom. Acompanhado pelos guitarristas Robben Ford e G.E. Smith e tendo backing vocals femininos, Musselwhite dá um show em um de seus melhores álbuns, mergulhando fundo na música americana. Big River é de Johny Cash, mas aqui parece que sempre foi um blues de Chicago. A música de abertura, Trail of Tears, parece um Creedence em 12 compassos. Ain´t it Time? faz homenagem aos cantos dos escravos nos campos americanos, um revival das raízes do Blues. Ain´t That Lovin´ You é um clássico de Jimmy Reed, muito bem executado, numa levada rock n´ roll que fecha tudo com chave de ouro. Extremamente recomendável.